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19
Mar15
Numa via única e pioneira
a razão perdeu-se num lugar cheio de brumas
nunca soube qual a fronteira
feita de ferro e plumas
em muscúlos desordeiros
um desgraçado sem sorte
nem sempre os melhores são os primeiros
e só os vivos conhecem o desafio da morte
a exploração do homem pelo homem
desafios diários
num mundo de promessas eleitorais
morte aqueles que são os otários
que elegem os marginais
morte á luta operária
que eleva ex. trabalhadores
anarquistas de uma espécie de pária
que não passam de estupores
morte á guerra
tortura para todos quantos a promovem
a estupidez de quem a  espera
a esperteza daqueles que dela fogem
morte a qualquer coisa que não seja boa para nós
morte para quem mata a animação
morte para quem é contra a alma que tem voz
morte para quem não tem coração.

Nos mundos descobertos
não se apaga a soleira de uma porta a cair de podre
não apaga a mesa sem comida
que pobre em todos os aspectos
esmaga a alma comprimida
numa diferença ingénua
de quem não compra a pobreza nem em cartão postal
e surge ai uma ideia
cria-se um palanque
salta para cima dele um palerma
a multidão ocorre
gente pobre e feia
horrorosa na sua ignorância
mais um que vai a caminho da mama anunciada
e que mama boa ela é
tem um biquinho dourado
está sempre em pé
mama o mais graduado
mama o mais apetrechado
os pobres saltam, gritam, enchem-se de orgulho
elegeram o seu preferido
ganhou o seu partido
dizem eles com orgulho desenfreado
até sentirem no cu o supositório dos aumentos
desfazem-se em lamentos

sent
em que o tal supositório fica cada vez maior
arrebemta-lhes com o cu todo
bem feito seus filhos da pobreza
operários iletrados
alheios da esperteza
são os nossos soldados
que morrem sem saber porquê
mandados para os campos da batalha
são os Braille que o destino vê
a marchar cantando contentes
malditas gentes
que morrem como moscas atoladas de merda
paus mandados daqueles que fogem das frentes
eleitos que mandam eleitores para o horror
dizem que é uma prova de amor
á patria amada
um pin na lapela
e já são os maiores patriotas
visitam os velórios dos soldados em qualquer capela
afinal eles não são os idiotas
que os elegem
que morrem por eles
há quem me dera que num mundo perfeito
eu estivesse do lado certo
para esquecer este mundo imperfeito
onde sou levado na onda das pessoas burras

alheias de pensamento
quem mal fiz eu para morrer com elas?
que mal fiz eu para rastejar como elas?
que mal fiz eu para ser condenado ao lado delas?
eu que não tenho partido
eu que não gosto de políticos
este é o meu lamento mais sentido
é como estar no meio de um bando de paraliticos
só que estes votam
e por norma
votam mal
e numa via única e pioneira
eu defendo a pena de morte para quem vota
e depois protesta contra quem votou
eu defendo a pena de morte para quem tem um partido
e depois reclama que o seu líder os roubou
eu defendo a pena de morte para todos quantos vão ás urnas
e eu é que tenho que pagar por eles serem uns perfeitos analfabetos
palrando como se fossem conhecedores
são estes os vencedores
com promessas e mais promessas
sem vergonha na cara por terem prometido antes sem comprir
este mundo está ás avessas
calem-se que eu quero dormir
pois talvez quando acordar

acorde num século mais avançado
sem políticos para me chatear
sem pobres para neles votar
morte a todos eles
mas se não houver pena se morte
que sejam lançados no espaço e abandonados á sua sorte
fico com pena dos Marcianos ou outros que os encontrarem
é que tem veneno que nunca desaparece
e política é um mal enraizado
é um cancro que nunca transparece
apenas existe
para que tudo o que tenha valor desapareça
nos bolsos fundos dos iluminados eleitos
que sem matarem e roubarem directamente
estão na linha da frente
para cativar uma vez mais aqueles que mais os ajudam
os pobres,
os burros,
os idiotas,
os crentes,
os descendentes,
os pretendentes,
os interessados,
os interesseiros,
os endinheirados,
será que estou sozinho neste mundo?





























 
 

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